A abertura do evento
O painel principal abre o Congresso
Revisitadas é um projeto experimental de jornalismo que resgata fotografias e histórias do 19º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação - Intercom 1996
role a página para conhecer o acervoEste projeto nasceu da vontade de olhar para trás sem nostalgia vazia. As fotografias reunidas aqui vieram de caixas esquecidas, arquivos pessoais e memórias emprestadas, cada uma delas carrega um nome que participou da história do curso.
Fotografias organizadas por década. Toque em uma fotografia para conhecer quem aparece nela.
O painel principal abre o Congresso
Descrição
Foto 3
FOTO 4.
FOTO 5
FOTO 6
As histórias completas por trás de algumas fotografias do acervo.
2026
abertura abertura abertura
Julho de 2026
De sala de aula a máquina de costura, a trajetória de Maria do Carmo atravessa duas fotografias deste acervo — e mostra que, no bairro, a linha entre educação e trabalho nunca foi tão reta.
Agosto de 2026
Sem uniforme completo nem campeonato oficial, o time de várzea que jogava depois da missa era, para quem cresceu ali, tão importante quanto qualquer título.
As pessoas que atravessam as fotografias e reportagens deste acervo.
Comerciante, foi dono da mercearia da praça central por mais de trinta anos.
Vendia flores na feira livre aos sábados, ponto de encontro do bairro.
Primeira professora da escola do bairro; depois, costureira na vila operária.
Aluno da primeira turma da escola; mais tarde, zagueiro do time de várzea.
Costureira, trabalhou ao lado de Maria do Carmo por quase duas décadas.
Técnico do time de várzea e frequentador assíduo da feira livre.
Construiu a própria casa em mutirão com vizinhos, retratada em família.
Esposa de Sebastião Lima; guardou por décadas o álbum de fotos da família.
Fotografia é também documento — mas um documento incompleto quando esvaziado de quem aparece nele. Este projeto experimental de jornalismo parte de um gesto simples: pegar retratos que corriam o risco de virar apenas objetos decorativos e devolver a eles contexto, nome e voz.
A pesquisa combinou fotografias cedidas por moradores e famílias com relatos coletados em conversas informais e entrevistas. Onde a memória de quem contou divergia dos registros, optamos por manter as vozes — porque memória não é exatidão de arquivo, é também disputa e afeto.
Mais do que reconstituir fatos, o objetivo é registrar que essas pessoas existiram, viveram e formaram, com pequenos gestos cotidianos, o lugar que hoje conhecemos.